quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Ora completo, ora vazio, ora perplexo, ora vadio. São tantos os modos, e tanto o desvio, Que me descontrolo, e à mão não confio Processos e normas, nem mesmo o pavio Da bomba motora. O corpo esguio Comporta o sonho, tecendo o fio Do pano grosseiro, que veste macio Meu corpo em segredo. Deságua no rio O sonho profundo, o tempo tardio. Navego as águas, tamanho é o navio, Sem vela, sem remo, sem norte: fez-se o trio Da sorte sem corte da fêmea no cio, E o sexo reclama; por ele procrio, Perpétuo destino, a vida recrio... Marco, 18/09/2011

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